Planeta VermelhoAconteceu. O sonho vivo no imaginar de todos os colorados concretizou-se às 10h30, desse domingo, no apito do árbitro. O Internacional é campeão do mundo de clubes, no Japão. A façanha torna-se ainda maior pelo fato de ter sido tão árdua. O adversário era nada mais nada menos que o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do planeta. Além dele dá pra se listar Deco, Zambrotta, Iniesta e por aí vai. Era quase consenso, no meio da semana, que não havia forma de se bater os catalães. Mesmo que o Inter fizesse a melhor partida de sua vida, teria de torcer para que seu adversário não estivesse num dia bom. Não foi o que aconteceu. O Barcelona, como de costume, não sentiu o peso e a pressão da final, jogando com toda sua naturalidade. Ameaçou o gol de Clemer, trocava passes à exaustão, mas deparou-se com algo inesperado: aquele time brasileiro não jogava como um time brasileiro deveria jogar. A marcação era tão forte que o máximo conseguido pelos espanhóis eram chutes de longa distância. O Inter abdicou, de certa forma, de atacar em boa parte do 1º tempo e começo do 2º, quando o predestinado Adriano Gabiru (ele mesmo, execrado nos pagos rio-grandenses), substituindo o capitão Fernandão, recebeu passe de Iarley e viu-se frente a frente com Valdes, goleiro do Barça. Imagino o que não passou pela cabeça do alagoano Gabiru neste momento...Todas as vaias recebidas, a vida difícil, tudo isso seria esquecido se seu pé direito empurasse a bola para o fundo das redes da goleira do belíssimo estádio de Yokohama. Aconteceu. Aos 38 do segundo tempo o Inter tornava-se campeão mundial de clubes. Davi derrotava Golias. O semblante de Ronaldinho ao final demonstrava o sentimento da metade azul dos gaúchos: incredulidade. Já o sorriso do garoto Pato simbolizava a alegria dos vermelhos, que chegavam ao ponto mais alto de seus 97 anos de história. Comemore torcedor colorado. Essa alegria é só sua, e não poderia ser maior.













































