terça-feira, novembro 14, 2006

2007 promissor

Diálogo entre dois gremistas, pós-Gauchão e pré-Campeonato Brasileiro:
1º gremista: - E aí velho, o que esperar desse Brasileirão?
2º gremista: - Olha cara, sinceramente? Se a gente não cair pra 2ª de novo tá bom...
1º gremista: - Que é isso velho!?! Com aquele time que a gente ganhou o Gauchão dá pra fazer bonito nesse campeonato! Jeovânio e Lucas ali atrás sem deixar passar nada, e o guri Pedro Junior, depois desse gol na final, finalmente deve vingar.
2º gremista: - Deus te ouça...
1º gremista: - Tô falando sério! O negócio tá tão nivelado por baixo que um time médio pode muito bem fazer boa campanha.
2º gremista: - Tu acha que o Grêmio tem condições de chegar na frente de Cruzeiro, Santos, Fluminense???
1º gremista - Sim.
2º gremista - Só quero ver...
O Grêmio não só provou a teoria do 1º torcedor como a superou. Fez do ano do retorno à série A um ano espetacular. Depois da difícil e ríspida disputa da Série B do Brasileirão, em 2005, com a manutenção de boa parte do elenco e do técnico Mano Menezes, o tricolor mais uma vez fez história. Faltando matematicamente 2 pontos pra confirmar presença na zona da Libertadores (incluindo-se a pré), o Grêmio fecha em grande estilo o ano de 2006. Com algumas boas contratações somadas ao material humano que já possuía, Mano pôde por em prática suas idéias e teorias sobre formação tático, dando ao time da Azenha um padrão de jogo que há muitos anos não se via. A felicidade definitavemente voltou ao semblante dos gremistas. Não é para menos, 2006 encerra-se com uma campanha meteoricamente ascendente e vê-se, logo ali a frente, o retorno ao lugar que o Grêmio acostumou-se a freqüentar: as competições continentais.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Hora do teste

Para aqueles que ainda acreditavam no título, a última rodada do nacional veio como um balde de água fria. O empate com o Santos, no Beira-Rio, somado a vitória do São Paulo contra o Botafogo, nessa quinta, dificultaram ainda mais as chances do Internacional de chegar ao tetra nacional. A diferença é de 7 pontos em 12 a serem disputados, missão quase impossível. Chegou a hora, definitivamente, de preparar o time para o campeonato mais importante dos 97 anos de história colorada: o Mundial de Clubes. O colombiano Fabián Vargas pede passagem, e ainda assim é preterido por jogadores contestados como Michel e Adriano Gabirú. É consenso entre os colorados que esses dois não são mais do que jogadores de grupo, resta à Abel decidir. O importante é se ter em mente que esse é um momento único. Podemos ter um fechamento de ano brilhante para o lado vermelho do Estado, com um título nada mais nada menos do que mundial. Não é impossível, bem pelo contrário. Com um time bem azeitado, já centrado nos pontos fortes do possível adversário - o poderoso Barcelona - o Inter pode chegar no Japão e trazer a taça para a distante Porto Alegre, junto da 6ª e mais brilhante estrela na camisa colorada. Basta Abel colocar na cabeça que a hora é agora. Pergunte para um colorado o que ele prefere: ser vice-brasileiro ou campeão do Mundo?
Finalmente, Brasileirão

Depois da vitória do Inter sobre o Botafogo e do surpreendente empate do São Paulo com a Ponte Preta, em casa, finalmente veremos nessas últimas rodadas um brasileiro no aumentativo. O campeonato, mesmo estando perto do seu fim, finalmente recebe o tempero que faltava. E logo no fim de semana dos clássicos. Isso mesmo. Tanto Inter quanto São Paulo decidirão seu futuro em clássicos regionais.Para nós, gaúchos, será um final de semana privilegiado. Há tempos não se via um Gre-Nal que valesse tanto, para colorados e gremistas. A vitória para o lado vermelho significa a continuação da luta pelo 4º título nacional, e do fechamento de um ano brilhante, com o Mundial, em dezembro. Para o lado azul, significa nada mais nade menos do que assegurar a tão volta à Libertadores da América. Com o tropeço no meio da semana, é importantíssima essa vitória domingo. Analisando friamente o jogo de domingo, vejo um leve favoritismo tricolor. O fato de jogar empurrado por sua torcida, e com um time mais completo do que o colorado - voltam Léo Lima e Hugo no meio de campo gremista -, dão ao Grêmio a possibilidade mais forte dos 3 pontos. Não quer dizer que o Internacional não possa surpreender. É difícil, mas pode acontecer. Caso tivesse que apostar, apostaria em empate, pra não me comprometer.A vida do São Paulo não é menos difícil: enfrenta o forte Santos, na Vila Belmiro. O empate contra a desfalcada Ponte Preta levantou interrogações na cabeça da torcida tricolor paulista, será que o São Paulo desperdiçará a chance clara de ser campeão nacional esse ano? A derrota na Libertadores deste ano ainda reside, escondidinha, no estádio Morumbi. A ansiedade é visível no discurso de alguns jogadores, e até mesmo no técnico Muricy Ramalho. A certeza é a de que o campeonato esquentou, finalmente. E tudo passa por esse final de semana...