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"Clássico é clássico e vice-versa"Pois é, nesse sábado tem gre-nal. Mais: o clássico que não foi disputado no ano de 2005 volta logo em final de gauchão, ou seja, garantia de jogo duro e faíscas. O otimismo colorado é tanto que até mesmo entre os gremistas esse sentimento já existe, parece haver uma certa precaução até mesmo no jogo do dia 1º, no Olímpico.Nesses quase 20 anos de existência e mais ou menos 12 de paixão cega por futebol, já carrego certa bagagem pra afirmar que favoritismo de nada vale em jogos como esse. Já assisti a tantos clássicos onde o time inferior tecnicamente busca tanta força de vontade e garra dentro de si pra vencer que a qualidade é muitas vezes deixada de lado. Não sei se é o caso do jogo de sábado, o Grêmio não me parece um time vibrante o bastante pra se fazer reverter a superioridade visível do Internacional. Meu palpite é de empate com gols, e vejam que posto 3 dias antes do clássico!Mas como o "filósofo" ex-centroavante do Grêmio Jardel falou em uma tarde de verão no Olímpico, "clássico é clássico e vice-versa", e esse eu garanto que será dos bons.Ah, quase ia esquecendo, prestemos atenção no comportamento de Tinga nesse jogo, o primeiro que ele atuará com a camisa do arqui-rival, em pleno Olímpico Monumental.
Vergonha no GauchãoDepois de passado o grande burburinho que se criou com o gesto polêmico feito pelo zagueiro do Juventude, Antônio Carlos, fica no ar a pergunta se ouve ato de racismo ou não da parte do atleta. O ex-jogador de grandes clubes como o magnífico Palmeiras da primeira metade da década de 90 -que contava também com Rivaldo, Djalminha, Edmundo e cia.-, a Associação Esportiva Roma, e a própria seleção brasileira , conseguiu um feito de raras proporções no futebol do país: ser manchete em todos os jornais com algo relacionado ao preconceito entre raças. Digo isso porque em um país como o nosso, com uma enorme mistura de cores e culturas, ter preconceito contra "negro" ou contra "branco"em qualquer âmbito ou circunstância é, sinceramente, uma enorme besteira. Ao passar os dedos sobre o braço, insinuando que por ser negro, o jogador gremista Jeovânio agiria dessa ou daquela maneira, Antônio Carlos jogou seu belo passado no lixo. Quem acreditou que o jogador quis apenas simbolizar as várias camisas importantes que já vestira na carreira - como ele declarou - é no mínimo ingênuo. Casos como esse deveriam ser tratados com a maior severidade possível. É assim que o brasileiro aprende, infelizmente.Mas como era de se esperar, nada aconteceu. O jogador foi suspenso por poucos dias mas por nada que tivesse a ver com seu ato racista. Na minha humilde opinião, se o zagueiro do Juventude (que já se encontra com 37 anos) tivesse sido banido do futebol, não seria uma medida tão drástica. O mínimo que se pode fazer é torcer pra que casos como esse não aconteçam mais, mas como eu e você sabemos, é muito difícil acreditar nisso.