quinta-feira, abril 27, 2006

No clima da Libertadores

O que se viu hoje no estádio Parque Central foi um clássico jogo de Libertadores da América. De um lado o tricampeão da competição, do outro, o time do Internacional que sonha com sua primeira conquista. Num primeiro tempo muito movimentado, viu-se um Nacional diferente do da 1ª fase, o calor da torcida parecia empurrar o time pra cima do Inter. O resultado foi que o gol não demorou a sair, numa jogada clássica do time uruguaio, a bola aérea. O diferencial da noite foi que não se viu o Inter apático de outras primaveras. Depois do gol o time colorado conseguiu crescer e ainda no 1º tempo empatou, em cobrança de falta perfeita do ala Jorge Wagner.
O 2º tempo tinha tudo para ser ainda mais espetacular. E foi. Com a entrada do colombiano Renteria o Inter foi mais incisivo, mais vertical, criando chances de gol a todo minuto. E numa dessas jogadas o novo ídolo colorado fez mágica: deu um lençol no marcador e sem deixar a bola cair, bateu de perna esquerda, mais parecendo uma chicotada, no ângulo do goleiro Bava. Era a virada vermelha, atitude que o torcedor colorado há muito não via seu time tomar. Depois de marcado o gol, o Internacional ainda teve dois jogadores expulsos, o próprio Renteria e Ediglê. Mesmo assim, manteve-se firme na defesa e trás na bagagem pra Porto Alegre um resultado fantástico. É a hora do torcedor alvi-rubro lotar o estádio Beira-Rio, e ajudar o time a traçar o caminho para a sonhada quarta-de-final.

segunda-feira, abril 24, 2006


Brasileiros na América
Acabou a primeira fase da Taça Libertadores. Como era de se esperar, os clubes brasileiros desempenharam um papel satisfatório (excluindo o pequeno Paulista, de Jundiaí) em seus grupos, avançando bem para o perigo que vem a frente, o mata-mata.
Creio eu que o adversário mais fácil de ser batido é, por mais incrível que pareça, o tradicional Nacional do Uruguai, que enfrentará o Inter. Apesar de sobrar na tradição, o time vizinho deixa muito a desejar em termos de qualidade técnica, o único adversário colorado será o acanhado estádio Parque Central, e a torcida que fica a poucos metros do gramado, no jogo de ida.
O Corinthians pega um embalado River Plate, que apesar de ter ficado em 2º lugar no seu grupo, vem jogando bem pelo campeonato argentino. Será um grande embate, visto que o timão parece ter encontrado o time ideal: vem de duas goleadas seguidas por 3 x 0, contra Deportivo Calí e São Caetano, respectivamente. O time paulista ainda é um pouco dependente de seus dois atacantes, Carlitos Tevez e Nilmar, mas parece que agora o resto do time também está numa crescente.
Outro clube brasileiro que enfrentará um argentino será o Goiás, que provará definitivaente nessa Libertadores se é um time de chegada ou não. Se passar pelo acanhado estádio super-lotado, em plena Argentina, e vencer o Estudiantes, provará que não é, como se diz no futebolês, cavalo paraguaio.
O confronto que mais atrairá multidões será com a mais absoluta certeza o derby São Paulo e Palmeiras. Repetindo 2005, quando o tricolor bateu o Palmeiras, tirando-o da Libertadores, esse embate tem tudo para ser mais emocionante. o São Paulo manteve a base do ano passado, e vem numa crescente. O Palmeiras está em crise gravíssima, levou 6 do fraco Figueirense e acabou de demitir seu técnico, Emerson Leão. Todos ingredientes para uma partida ficar na história. É quase um Davi contra Golias, veremos se o favorito vencerá.
Começou a esquentar o maior torneio do continente, agora é só torcer para que os brasileiros mantenham o bom papel demonstrado até agora.

Para sempre mestre...

É sempre importante lembrar-se de quem já se foi. E quando esse alguém deixa um legado para trás tão grande que fica difícil distingüir o começo do fim, fica-se na obrigação de refletirmos um pouco. Quem foi o homem que assinou seu nome na história do futebol brasileiro, não por ser jogador brilhante, que usava as pernas para driblar e voar, mas sim, por ser dotado de tamanha inteligência para PENSAR futebol, não para jogá-lo. Esse mesmo homem conquistou o mundo duas vezes, com sua tática invencível e sua inspiração para ganhar títulos. Esse é o homem que nos deixa, o mesmo que até hoje inspira técnicos do mais alto nível.
Quando uma pessoa assim nos deixa, não se pode apenas lamentar, tem de se aprender com seus feitos e aplaudir, mesmo que ele não esteja mais aqui para receber as merecidas congratulações. Esse homem, de apelido fácil, é Telê Santana, que ficará na memória de muitas gerações por anos e anos. Para sempre.

terça-feira, abril 18, 2006


Momento delicado

No momento em que a sintonia existente entre o técnico de um time de futebol e seu grupo de jogadores não está boa, é a hora de se reestudar os erros e procurar encontrá-los. Após a partida contra o Vasco da Gama, sábado, as declarações de Abel Braga e Fernandão claramente se desencontraram. O técnico colorado afirmou que seu centroavante havia passado mal por ainda sentir os efeitos da perda do título para o Grêmio, no jogo do Beira-Rio. Ao ouvir tal declaração, Fernandão rechaçou e disse que comera um sanduíche estragado, nada mais que isso. Quando esse tipo de problema pequeno começa a minar o grupo de jogadores, tem de se tomar cuidado. Outro fator que está preocupando a torcida colorada é o fato de Abel Braga estar abrindo mão de todas suas apostas e convicções. Primeiro foram Michel e Rubens Cardoso, agora Ceára. O técnico está escalando o time da torcida, deixando confusos até mesmo os jogadores. O momento é delicado, e a recuperação do ânimo passa por vitória contra o Maracaibo, hoje à noite, pela Libertadores.

domingo, abril 16, 2006

Começo promissor...

O adversário era o campeão brasileiro de 2005. Com o estádio lotado incentivando desde o começo o Grêmio conseguiu a difícil tarefa de bater o Corinthians na estréia do campeonato brasileiro. Com um time bem estruturado, o técnico Mano Menezes conseguiu de forma brilhante anular todas as qualidades ofensivas - que não são poucas - corinthianas, desde Gustavo Nery até Nilmar. Com um primeiro tempo quase que exclusivamente tricolor, foi somente no final que Alessandro (aquele mesmo que surpreendeu ao ser escalado no gre-nal) abriu o placar para o time mandante, depois de bela jogada. No segundo tempo esperava-se um Corinthians mais ousado, em busca do empate. Não foi o que se viu. O Grêmio continuou com o domínio territorial e com o zagueiro Evaldo, ampliou o marcador. O que tem de ficar registrado é a incrível capacidade estratégica que tem Mano Menezes pra montar o mediano time gremista. Além de possuir total comando do vestiário, Mano analisa o time adversário de forma individual, jogo por jogo. O começo é promissor, veremos até quando o time corresponderá com a inteligência de seu técnico.
Não tão bom foi o começo de campeonato para o Inter. O adversário era o fraco Vasco da Gama de Renato Portaluppi, mas o colorado foi o mesmo dos últimos jogos. Pouco criativo na meia e no ataque, e com falhas no sistema defensivo. Apesar de Abel ter cedido às pressões externas (colocando Perdigão no meio-campo e tirando o crucificado Michel do time), o time pareceu ainda não ter se recuperado do trauma do regional. O que se viu foi um time anímico, sem alma. O Vasco mais parecia um dos tantos times enfrentados pelo Inter no Gauchão, pra ser razoável. Com um elenco formado por jovens vindos das categorias de base e veteranos em fim de carreira, o time vascaíno só ameaçava com Edílson, e olhe lá.
Conseguindo sair na frente com gol de Adriano Gabiru, o colorado não foi capaz de segurar o resultado, cedendo o empate com quase 30 minutos do segundo tempo. O Brasileiro está no começo, mas o Inter precisa de uma vitória urgente pra readquirir a confiança. Até porque tem Maracaibo, terça-feira, pela Libertadores. Oremos...
O Juventude é outro gaúcho que estreou bem, venceu o campeão paranaense, o Paraná, em casa, por 1 x 0. É bom o clube de Caxias acumular pontos em casa e nesse começo de campeonato, pois esse não será um ano fácil. É bom notar que o clube gaúcho conhece suas carências, pois anunciou nessa semana de estréia dois bons nomes: o jovem volante Renan, ex-São Paulo, e o ex-gremista, campeão da segundona em 2005 Marcel, meia de qualidade. Além do goleador do Gauchão, Jeancarlos, que veio do Novo Hamburgo. São bons nomes, mas é preciso mais.

sexta-feira, abril 14, 2006

Previsões

E se dá início ao melhor campeonato nacional do planeta. Neste sábado começa o campeonato brasileiro 2006, que por vir se aprimorando a cada ano, promete ser o maior de todos os tempos. Desde de que começou-se a disputar o torneio com a fórmula em pontos corridos, esse com certeza é o ano em que ele chega a sua forma mais perfeita. Com apenas 20 clubes, teremos até dezembro 38 rodadas de muita emoção em turno e returno para se apontar o campeão do Brasil. Alguns reclamam que apenas 20 times seriam muito pouco para representar um país de extensão tão grande como o nosso, mas é só assim que o calendário consegue se adaptar e não ser tão desgastante para os jogadores. Quem será o campeão? Quem vai para a Libertadores da América? Quem garante vaga na disputada Sul-Americana? E quem serão os 4 rebaixados?

Que comece o espetáculo...

O Internacional estréia contra o Vasco da Gama, no estádio acanhado estádio São Januário. O time colorado ainda está visivelmente abalado pela perda do título gaúcho para o arqui-rival, Grêmio, e Abel parece ter cedido às pressões externas, mudando o time em várias posições. No que tudo isso irá resultar? Isso saberemos amanhã. O que se espera é que o Inter mostre o futebol que vem mostrando na Libertadores. Que o torcedor colorado não espere uma apresentação de luxo, pois será muito compreensível a falta de entrosamento entre os jogadores. A boa notícia é a volta definitiva de Rafael Sóbis ao time titular -o atacante foi o artilheiro colorado no Brasileirão do ano passado -, formando amanhã a dupla de ataque com o centroavante Fernandão. O Vasco é o mesmo de fraco desempenho no campeonato carioca, mas vem embalado por resultado positivo na Copa do Brasil. A zaga colorada tem de ficar de olho no velho Edílson, que costuma aprontar contra o Inter.

A vitória amanhã é imprescindível para se arrumar a casa, e Abel Braga sabe disso.


A reestréia do Grêmio de Mano Menezes na série A do campeonato brasileiro já é mais complicada. O jogo é nada mais nada menos do que o poderoso Corinthians campeão brasileiro de 2005. O time tricolor vem embalado pela conquista do campeonato regional, e Mano parece ter achado sua formação ideal. O problema é segurar a dupla de ataque corinthiana, Tevez e Nilmar. Como todo bom estrategista, o técnico gremista deve ter ensaiado um esquema defensivo visando essa proteção. Quem assistiu aos dois gre-nais sabe que não se pode mais duvidar de nada com relação ao time do Grêmio, nem mesmo de uma vitória contra o time alvi-negro, amanhã.

Outra coisa, a contratação do meia-armador Hugo provavelmente ajustará o meio-campo do time gremista, por seu estilo vertical e principalmente por sua perna esquerda, devido a carência de canhotos na meia-cancha do tricolor. E parece que ainda virão outras boas contratações para o Brasileirão...

domingo, abril 09, 2006


Título mais que merecido


Neste domingo ficou provado: em gre-nal não existe favoritismo. O Internacional entrou em campo com a responsabilidade de vencer o clássico pra não correr o risco de empatar com gols em seu estádio, mas isso não fluiu naturalmente. Nos primeiros 20 minutos até se notava uma leve superioridade territorial do time colorado, nada mais que isso. No restante da primeira etapa o Grêmio igualou o jogo, tendo o lance de maior perigo, com Lucas, num chute que o lateral direito colorado, Ceará, tirou na risca do gol. No segundo tempo o jogo mudou. Ambos os times vieram com mais disposição, mas ainda igualmente equilibrados. Isso até os 13 minutos, quando Fernandão - sempre ele - abriu o marcador para o Inter, em chute potente de direita. Neste momento o colorado era penta campeão gaúcho. Abel Braga trocou Michel por Perdigão, visando ganhar o meio-campo e afastar qualquer possibilidade de perigo. Não adiantou. Quem conhece futebol sabe que resultado mais perigoso do que 2 x 0 é o 1 x 0. Aos 33 minutos o contestado Pedro Junior fez o gol que devolveu o sorriso a metade do estado do Rio Grande do Sul, de cabeça, numa equivocada tentativa de linha de impedimento da zaga colorada. Empate merecido, título merecido. O Grêmio foi mais equilibrado e mais lúcido nos dois clássicos, superando até mesmo a suposta superioridade técnica do Internacional.
Restou a chuva do final de tarde para afogar as mágoas dos decepcionados torcedores colorados e lavar a alma dos felizes torcedores gremistas.

quinta-feira, abril 06, 2006


O Grêmio não cai esse ano

No mês em que se dá início ao maior campeonato de futebol do planeta, dúvidas brotam das mentes dos brasileiros fanáticos por futebol. Quem será o campeão? Que times conseguirão a almejada classificação à Libertadores? E a mais clássica de todas, quem será rebaixado? No ano em que o campeonato brasileiro chega a sua maior perfeição em termos de fórmula - pontos corridos e com 20 times disputando o título, em turno e returno -, é surpreendente constatar-se que 4 times cairão para a temida segunda divisão.
Este também é um ano importante por se tratar da volta triunfante do Grêmio para a 1ª divisão, depois de 365 dias de martírio no ano de 2005. Quem se arrisca a afirmar que o Grêmio não voltará para lá no ano de 2006? Eu. Com o time montado neste ano, o Grêmio tende a ficar na faixa intermediária da tabela, quem sabe almejando beliscar uma vaguinha para a Sul-americana. O time gremista não cai simplesmente pela medonha situação que se encontram outros clubes que irão disputar o brasileiro esse ano. Os 4 cariocas por exemplo: deram um dos maiores vexames da história do futebol do Rio de Janeiro, tendo atuações pífias diante de times de pouquíssima expressão (Madureira, Cabo Frieense,e por aí vai...), não conseguindo classificação para a final do regional, salve-se o Botafogo. O Juventude, infelizmente, é outro. Um clube que se mostrou frágil e vulnerável neste campeonato gaúcho. Se medidas não forem urgentemente tomadas, o clube de Caxias é também candidatíssimo a uma das temíveis vagas. É por isso que o Grêmio não cai. Porque só caem 4, e existem 4 times muito piores que o tricolor.

Empate e mediocridade
Ao utilizar a palavra mediocridade no título do comentário, alguns com certeza se assustaram. Uso a palavra no seu sentido mais literal, algo nem superior nem inferior, algo médio. Assim foi a atuação do Inter, em Montevidéu. Foi de assustar o 1º tempo do jogo em si, ambas equipes não produziram o suficiente pra que o jogo fosse classificado como de Libertadores. No 2º tempo sim, as duas equipes voltaram mais ligadas na partida, criando chances perigosas de gol. O Inter poderia ter vencido. Mas também poderia ter perdido, não fosse a santa trave esquerda do goleiro Clemer. Fica a lição de que as chances criadas tem de ser melhor aproveitadas. O colorado poderia ter se complicado, e muito.
Definições
Após o empate sem gols contra o Nacional no acanhado estádio Parque Central, o Internacional encaminha muito bem sua vaga como primeiro colocado no grupo 6, da Copa Libertadores. A dúvida que paira no ar na cabeça tanto dos colorados como dos gremistas é onde está a superioridade colorada? Digo isso porque semanas atrás, o favoritismo alvi-rubro era tanto que nas discussões de bar o questionamento era de quanto o Inter venceria o Grêmio. E não foi o que vimos no Gre-Nal de sábado. O que se vê para o Gre-Nal decisivo de domingo é uma completa indefinição: Abel Braga afirma que irá colocar o time de sempre, ou seja, 3 na meia-cancha e 3 atacantes. Sabendo disso, é óbvio que Mano Menezes explorará a vantagem de ganhar o meio-campo, povoando-o com jogadores que saibam segurar a bola. São tantas as indefinições que hoje já é consenso que não há favorito para o clássico. Mesmo o jogo sendo no Beira-Rio, com 40.000 colorados eufóricos nas arquibancadas, não se sente uma plena confiança pros lados da beira do Guaíba. São indefinições que perduraram até o apito de Leandro Vuaden, às 16:00, do domingo. Que vença o melhor.

segunda-feira, abril 03, 2006


Depois do gre-nal, a Libertadores

Após uma de suas piores apresentações no ano de 2006, o Internacional volta a jogar amanhã, pela Libertadores da América. O adversário é o Nacional do Uruguai, que precisa da vitória a qualquer custo, pois está 1 ponto atrás do Maracaibo (2º colocado). O clube uruguaio abriu mão de jogar no grandioso estádio Centenário, preferindo o acanhado estádio Parque Central, um verdadeiro caldeirão pela proximidade que a torcida se encontra do gramado.
Empatando o Inter já está na próxima fase da Copa, mas não se espera um jogo fácil, bem pelo contrário. O adversário virá querendo revanche da vitória colorado por 3 x 0 no estádio Beira-Rio. O problema é que o elenco do Nacional não condiz com o passado glorioso do time uruguaio, no jogo de Porto Alegre pode-se observar que é um time comum, sem destaques individuais e sem a garra e a bravura que é característica dos irmãos castelhanos. Eu diria que é quase obrigação do Internacional trazer no mínimo o empate na volta para casa, mas não o garanto pela apresentação pífia do time no último sábado, contra o Grêmio. Se jogar o que jogou na Libertadores até agora volta classificado, se repetir a mediocridade de sábado, já são outros quinhentos...

sábado, abril 01, 2006


Jogo Burocrático

O pior resultado possível em um derby sempre é o empate, pois passa a sensação de jogo sem emoção, sem sal. Pior do que empate, é terminar em 0 x 0, e foi o que aconteceu na tarde ensolarada de sábado, no estádio Olímpico. O Grêmio, como era de se esperar, tomou a iniciativa no começo do jogo, dominando boa parte da 1ª etapa, motivado pelos mais de 30.000 gremistas que compareceram ao seu estádio. Foi só a partir da metade do 1º tempo que o Internacional acordou, equilibrando a partida e criando as melhores chances de gol antes do intervalo, com Michel perdendo na frente de Marcelo e Iarley desperdiçando com o gol aberto, sem goleiro, após cabeçada de Fernandão. No intervalo, Abel Braga com suas modificações mudou a história do jogo, mas não a favor do Inter. Ao tirar Perdigão, um dos jogadores mais lúcidos do time, e colocar Mossoró, acabou perdendo o meio-campo e dando ao Grêmio a oportunidade de crescer na partida. Foi o que aconteceu: com um volume de jogo muito maior, o Grêmio soube pressionar mas não teve a qualidade suficiente para abrir o placar, perdendo a oportunidade de ter vantagem para o segundo jogo, de domingo que vem, no estádio Beira-Rio. Cabe agora aos dois técnicos analisar o que houve de bom e ruim na partida de hoje, e quem sabe veremos um gre-nal com um pouco mais de emoção e qualidade. O Grêmio tem a vantagem de ter a semana inteira de descanso, enquanto o Inter enfrenta o Nacional, do Uruguai, pela Libertadores na terça.
Acertei o palpite do primeiro jogo, deu empate, só que sem gols. Mais pro final da semana lanço o palpite para a segunda partida, que determinará o campeão do Estado do Rio Grande do Sul.