segunda-feira, junho 26, 2006

Matar ou morrer

O Brasil conseguiu se classificar com 9 pontos, um aproveitamento de 100% em seu grupo. Nada mais que o esperado. As críticas, duras por vezes, que a seleção brasileira recebeu tem fundamento. Não se viu, ainda, um futebol digno de vestir a camisa verde-amarela. Vencemos mas não convencemos. A melhor amostra dada com certeza foi no jogo contra o Japão, um meio campo veloz e seguro e os alas apoiando o tempo inteiro. Não teremos isso contra Gana, pois Cicinho e Gilberto voltam para o banco. Algo fundamental que a seleção do Brasil tem de entender é que não se ganha um torneio como Copa do Mundo no nome ou na camisa, é preciso, antes de tudo, mostrar qualidades para isso. O jogo de amanhã é quase que um divisor de águas, se não jogarmos com a seriedade necessária seremos surpreendidos pelo toque dos africanos. O Brasil tem que saber quem está enfrentando e a regra nº 1 é não subestimá-los. Torçamos, enfim...

segunda-feira, junho 19, 2006

Abençoado pelos céus
Antes de mais nada tem de se ficar registrado o que aconteceu por volta dos 40 minutos do segundo tempo do jogo de ontem. O menino, de apenas 21 anos, que muitos não sabiam nem existir, entra, dá alguns toques na bola, e lá está, com a goleira aberta a sua frente, para marcar o segundo gol que deu a tranquilidade necessária ao Brasil para vencer os australianos. Seu nome é Fred, e agora ele está na história das Copas.
Ainda não foi o Brasil de encher os olhos, do sonhado quadrado mágico, mas de certa forma, foi um Brasil diferente do que enfrentou a Croácia. Dessa vez, Ronaldo resolveu entrar em campo, ao menos. Deu alguns piques, algumas furadas em bola, mas o mais importante, deu a assistência para o gol de Adriano, isso ninguém pode negar. É consenso que apresentação pior do que a feita contra os croatas era impossível, mas tem de se ficar registrado a melhora do centroavante.
A seleção encaminhou sua classificação, num grupo que não era tão fácil assim, mas as desconfianças continuam. Por que? Pois bem, a explicação encontra-se na imagem construída por todos, incluindo o próprio técnico brasileiro, Carlos Alberto Parreira. O Brasil foi colocado em um patamar acima de todo e qualquer time do mundo, era visto como uma das melhores seleções já formadas na história do futebol. Mas se formos analisar friamente, isso corresponde? Creio que não. A seleção ideal pareceu ser a que venceu a Copa das Confederações, batendo na final a Argentina por 4 x 1. Tenho curiosidade em ver o jogo de quinta, contra os japoneses. Haverá evolução, indubitavelmente, mas o quanto eu não sei. Creio que todos torcemos para que Parreira não "morra abraçado" (como se diz na gíria do futebol) com os medalhões brasileiros, como Ronaldo e outros. Robinho pede passagem, e Juninho Pernambucano também.

sexta-feira, junho 16, 2006

O que o quadrado mágico ainda não fez

Hoje sim, viu-se uma amostra do que se considera o futebol total. A seleção argentina deu mostras, hoje, que é candidata certa ao seu terceiro título mundial, ao vencer com facilidade por 6 x 0 a seleção da Sérvia e Montenegro. Com um toque cadenciado e de qualidade, com uma defesa firme comandada pelo experiente zagueiro Ayala, o time argentino encaminhou a classificação e mais, deu espetáculo. No segundo gol, do volante Cambiasso, vimos o que o quadrado mágico ainda não conseguiu fazer: com mais de 2 minutos com a posse da bola, os jogadores procuravam sempre pelos pequenos espaços, com paciência. Foi aí que Cambiasso achou livre o centroavante Crespo, que com um toque de calcanhar, devolveu e fechou com chave de ouro à tabela. Gol mais bonito da Copa até agora, na minha opinião. Tomara que os brasileiros tenham assistido ao jogo, e si inspirado um pouco pelo menos.
Futuro futebol gaúcho

Tivemos uma pequena amostra dos jogadores que desfilarão pelos gramados gaúchos, em alguns anos. Tratou-se do campeonato brasileiro que aconteceu nesse mês de junho, que reuniu os maiores clubes do Brasil e suas categorias sub-20. Disputado em sua totalidade no Estado do Rio Grande do Sul, a premiação veio na grande final: justamente um Gre-Nal, o primeiro a definir um campeonato nacional. Ontem, tanto Inter quanto Grêmio puderam demonstrar sua força na categoria junior, o jogo foi disputado com a força e raça que uma final merece, e no final deu Inter, 4 x 0. O placar, pra quem assistiu ao jogo, foi de certa forma exagerado. O colorado saiu na frente com o destaque Luis Adriano, e a partir daí foi o Grêmio quem pressionou. Foi só no segundo tempo que o placar se dilatou, com a defesa tricolor visivelmente desarrumada. O que ficou foi a impressão de bons ares no futuro. Os garotos mostraram que tem potencial para fazer história no futebol gaúcho e brasileiro.

terça-feira, junho 13, 2006

Começo burocrático

O Brasil estréia na Copa com vitória. Isso é o mais importante.
O futebol apresentado não foi de encher os olhos como a maioria esperava. Encarando um adversário difícil, 1 x 0 foi considerado goleada contra o time croata. Há de se concordar em parte: se formos considerar a estréia em 2002, e até mesmo em 1998, vencer na estréia é o objetivo, não dar show. Em 98 vencemos a fraca Escócia por 2 x 1, e em 2002, pelo mesmo placar, batemos a Turquia com um gol de pênalti em que a falta foi fora da área. Porém, não há dúvidas de parte alguma que o Brasil tem time e grupo a frente de todos as outras seleções que estão na Copa, então não deveria mostrar isso em campo? O que se pode constatar foi:
1º) O quadrado mágico dificilmente perdurará, visto que o Brasil perdeu o meio de campo para a mediana Croácia, imagine quando for enfrentar um adversário de nível, como Itália ou República Tcheca?
2º) Ronaldo está sim, visivelmente fora de forma. Hoje, mostrou-se descompromissado, sem a paixão necessária a qual um jogador deve recorrer em um torneio como a Copa do Mundo. Trotou o jogo inteiro e foi substítuido com qualidade pelo jovem Robinho. Com certeza terá de Parreira o presente de continuar mais alguns jogos como titular. É sua obrigação responder a altura.
O próximo jogo é domingo, contra a Austrália, o jogo que decidirá, provavelmente, o primeiro classificado do grupo F.

segunda-feira, junho 12, 2006

É a COPA

Demorei um pouco a postar nesse começo de Copa do Mundo para antes, poder analisar os primeiros jogos, e pude constatar que realmente começou, em todos os sentidos. Na realidade, ter futebol todos os dias, com os melhores times do mundo desfilando nos melhores gramados, não deve ser só sonho de exclusividade minha. A Copa não pode ser considerada futebol. Copa é maior que isso. É a paixão no rosto dos torcedores de todas as nações, é o futebol em sua qualidade suprema. Copa é copa, nada se iguala a isso.
Nessas primeiras rodadas, pode-se constatar poucas surpresas. Os times europeus estão realmente mais fortes que em 2002. Dificilmente haverá zebra a partir das quartas de final. Quem pode surpreender são dois africanos: Costa do Marfim, empurrada pelo craque passional Drogba, e Gana, que se mostrou forte mesmo diante da derrota para a Itália. Amanhã finalmente veremos o Brasil jogar, em plena capital alemã. É um teste de relativa dificuldade. Muitos falam em goleada, acho que não é bem por aí. Acredito em vitória, magra.
Consenso é que amanhã o país pára, num dos maiores fenômenos da atualidade. Tenho até certa curiosidade de dar uma volta pelas ruas de Porto Alegre, às 16h, imaginando assistir aqueles rolos de poeira em plena Azenha. Mas realmente não dá. Amanhã é dia de futebol. Dia de torcer pelo Brasil. Dia de começar uma conquista.


segunda-feira, junho 05, 2006

Agora só em julho...

O campeonato brasileiro para por um mês para ver os craques desfilarem na copa do mundo que acontece agora, em julho, na Alemanaha. Algumas conclusões podem ser tiradas nesse 1/3 de campeonato:
1º) O Inter tem um dos melhores grupos do torneio - se não for o primeiro, está entre eles com certeza. O que falta é um maior pulso de seu treinador para achar uma escalação ideal. Não se sabe se é por insegurança, influências externas ou pressão vinda de cima, o que se sabe é que, em 6 meses de trabalho, o Inter ainda não tem um time pronto. Fechou em 2º, com o mesmo número de pontos do 1º colocado Cruzeiro, mas ainda não convenceu.
2º) O Grêmio tem time para disputar mais do que a zona intermediária da tabela. Como já rechacei há alguns meses aqui no blog, o time do Grêmio não cai esse ano. Pelo contrário, se Mano Menezes continuar a tirar o máximo do potencial de seus jogadores, o time tricolor só tende a subir. Fechou essa primeira parte em 9º, quando alguns achavam dificíl o Grêmio deixar a zona de rabaixamento há algumas semanas.
3º) O Juventude é outro que de certa forma me surpreendeu. Afirmava que o time de Caxias era forte candidato ao descenso. Hoje, já conseguiu alguns resultados signficativos, como vitória no ABC contra o São Caetano, entre outros. Alguns reforços vieram em boa hora, agora cabe a Hélio do Anjos manter o foco e permanecer longe da parte de baixo da tabela.
4º) O grande fato que merece destaque ó nivelamento que há muito não se via no campeonato nacional. Os times da ponta da tabela (Cruzeiro, Inter, São Paulo, Santos e Fluminense) equivalem-se na irregularidade. O campeão dessa temporada com certeza se difinirá pelos meses de novembro/dezembro. Podem apostar.

sexta-feira, junho 02, 2006


Perigo à vista

Quando, às vésperas de uma Copa do Mundo, uma seleção não está integrada e focada em um só objetivo (a conquista da mesma), sabe-se que há algo errado. A notícia veiculada pelo jornal Zero Hora dessa sexta-feira é preocupante: alguns jogadores da seleção brasileira, em dia de folga, saíram para uma boate e lá ficaram até às 3h 30 da manhã. Pode parecer um pouco de exagero afirmar que isso não é normal, mas pra mim, não é. Pego por exemplo os casos de Ronaldinho gaúcho e Kaká, craques tão balados como Robinho, Ronaldo e cia, mas que sabem separar o lado profissional do pessoal, sabem que a melhor maneira de evitar críticas é não expondo-se dessa maneira. Outra fato: o Brasil mostra certo desconhecimento dos adversários do seu grupo na Copa. O próprio Ronaldo declarou ironicamente só conhecer um jogador australiano, o centroavante Aloisi. Pelo que se está podendo constatar nesses amistosos pré-Copa nem Austrália, nem Croácia e muito menos Japão podem ser subestimados. É bom abrir o olho...
Grêmio já é 8º

A recuperação do time tricolor no campeonato de estar surpreendendo ao resto do Brasil. Um time montado com a base que ficou do ano passado, reforçado por alguns reforços aqui e ali, mostra que pode chegar a uma sonhada vaga para um dos campeonatos continentais. O Grêmio já é oitavo, vençendo 3 partidas seguidas contra adversários de respeito no âmbito nacional, Goiás, Palmeiras e Santos, respectivamente. Quem convive diariamente com o futebol gaúcho sabe que isso não é em vão, a recuperação se resume a um só nome: Mano Menezes. O técnico, contestado por alguns há poucos dias, conseguiu arrumar o time gremista, que agora terá de provar se tem ou não condições de se manter nessa faixa da tabela. O adversário de sábado é o mesmo São Caetano que mostrou-se fraco contra o Internacional na quarta. Aposto na quarta vitória consecutiva.