Devo admitir que dói um pouco escrever, mesmo que tardiamente, sobre o tetracampeonato italiano conquistado no domingo passado. Dói por ter visto os italianos eliminarem da Copa a seleção que mais garra e vontade havia demonstrado, numa semifinal que fora decida em meros 5 minutos, apenas. A Alemanha credenciava-se para conquistar a Copa que parecia destinada às suas mãos. Mas havia a Squadra Azzura pela frente, a Azzura que não mostrava futebol vistoso, mas sim o futebol-resultado, tático. Doeu também ver duas semifinais extritamente européias: quatro times do velho continente, sem americanos, africanos ou até mesmo asiáticos como a Coréia em 2002. A final era de peso, sentia-se que ali sim, a tradição poderia fazer-se decidir. As equipes eram parecidas, na sua forma de jogar e no pensamento de seus treinadores, e o que se viu foi um jogo igual, que poderia ter sido favorável aos franceses caso seu ataque fosse mais qualificado. Aos italianos coube fazer o que eles melhor fazem, esperar pela hora certa de decicidir, e dessa vez, seriam os pênaltis. Os mesmos pênaltis que fizeram o país inteiro chorar em 1994, dessa vez explodiram em um só canto, de do norte ao sul da península em forma de bota. Sorte dos italianos, felicidade merecida.
quinta-feira, julho 13, 2006
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