terça-feira, setembro 19, 2006

Inevitável comparação

Já está mais do que provado que o Grêmio tem um dos 4 melhores grupos do Brasil. Afirmo isso porque há algumas semanas a dúvida ainda residia na minha cabeça, seria mesmo duradoura a boa fase tricolor? Vice-líder do campeonato, o Grêmio já é apontado no centro do país como favorito ao título junto de São Paulo e Internacional, e tudo isso passa pelos pés de um jogador: Rômulo. O centroavante trazido do tímido Ituano, do interior de São Paulo, provou à todos que é uma das raridades do futebol brasileiro, quiçá mundial: um centroavante típico. Pra quem lembra, no 1º gre-nal do Brasileirão, um dos poucos destaques de ambos os lados foi o centroavante, em um jogo de pouco brilho e muita confusão. Contra o Botafogo, balançou a rede três vezes, mostrando oportunismo e boa dose de intimidade com a bola. Nele está uma das explicações para o ataque mais positivo do nacional pertencer ao time de Mano Menezes. Vendo-o jogar veio-me a comparação com um centroavante de sucesso do Grêmio da década de noventa. Esse mesmo. Jardel. Os dois não se assemelham muito na forma de jogar - Rômulo parece mais técnico com a bola no chão -, mas é inevitável a comparação. Jardel deu ao Grêmio uma Libertadores,um Brasileirão e uma Copa do Brasil. Rômulo ainda engatinha, mas vê logo a frente a possibilidade real de sua primeira grande conquista. Amanhã é a vez da Ponte Preta, em pleno 20 de setembro. Garantia de Olímpico lotado.

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