
Só mesmo o Brasil
Zidane bate a falta ao lado da área, Henry livre, completamente desmarcado e na frente de Dida, marca o gol que abortava prematuramente o sonho do hexa campeonato na Alemanha. Hoje, dois meses depois, a seleção brasileira vence, com naturalidade, à poderosa Argentina por sonoros 3 x 0. Com um time de cara nova, já sem os medalhões Ronaldo, Cafu e cia., os selecionáveis de Dunga venceram e mais, deram show. Com gols de Elano (dois) e Kaká - que retornava após a tragédia diante da França -, o Brasil provou que é notoriamente surpreendente, e isso é exclusividade sua. Quem diria, até o mais otimista dos otimistas, que aquele mesmo time apático e desalmado de meses atrás, bateria passionalmente o mais aguerrido dos times? Dunga começa firme sua caminhada na seleção. Essa vitória dá o respaldo que ele precisava pra confiar no seu comando lá adiante, na Copa da África do Sul, em 2010. Além disso, é notável perceber a diferença do Brasil de Dunga para o Brasil de Carlos Alberto Parreira: mesmo sem a mesa experiência, o gaúcho parece ter instalado o seu espírito no time. Suas convicções parecem repercutir de forma positiva no grupo. A ausência de "cadeiras cativas" dá aos jogadores mais jovens a confiança pra buscar seu espaço, casos de Rafael Sóbis, Elano, Gomes e outros. Terça é a vez do País de Gales, teste mais fácil mais diferente para os brasileiros.
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